O Carnaval de Vitória 2023 está chegando e para celebrar essa tradição capixaba, os alunos do 5º período de Jornalismo da FAESA Centro Universitário selecionaram algumas escolas de samba do Espírito Santo para retratar, por meio de fotografias, recortes da história dessas agremiações. O projeto “Tradições do Carnaval” foi realizado no primeiro semestre de 2022 e a seleção das escolas ocorreu pelos critérios de proximidade e identificação por parte dos alunos.
Confira as outras reportagens fotográficas da série Tradições do Carnaval: A tradição familiar que move o carnaval capixaba e O sambista mais novo
A história de Andrea Lima e Eduarda Lima com a Pega no Samba é longa! Tudo começou quando Andrea morava na comunidade da Consolação e era vizinha dos fundadores da escola. Apaixonada pela escola do coração, a mãe, Andrea, que é ritmista da agremiação há 25 anos, levava Eduarda desde pequena para ensaiar na ala mirim.
De passista, hoje, Eduarda é a atual Rainha de Bateria da Pega no Samba, tendo desfilado pela primeira vez com esse título em 2022. E juntas, mãe e filha tem desfilado no Carnaval de Vitória, pela bateria da Pega.
Confira abaixo a reportagem fotográfica produzida pelos alunos Beatriz Monteiro, Daiane Obolari, Felipe Reis, Kamily Rodrigues e Kathleen Vieira:

A mãe, Andrea Lima, que toca chocalho na bateria da Pega no Samba, foi mostrando os caminhos do carnaval para a filha, Eduarda. As duas nos mostram que o carnaval é bem presente na família, um costume, um estilo de vida, que veio passando de geração em geração. O carnaval é muito importante para as pessoas, podendo fortalecer os laços já existentes na família e disseminando muito amor, carinho e afeto pelas pessoas.

Antes de chegar no topo como Rainha de Bateria, Eduarda conta com muitos títulos e coroações, assim como registros de alguns dos momentos mais importantes de sua vida no Carnaval de Vitória. Na tela de um celular, ela compartilhou com a mãe a lembrança de um evento em que participou na quadra da escola de samba em 2011. Desde criança Eduarda marcava presença nos eventos da escola Pega no Samba, acompanhada dos pais que também já tinham uma familiaridade com a escola.

Além de Rainha de Bateria da GRES Pega no Samba, Eduarda Lima trabalha como professora no CMEI Jocila Pereira Amorim, em Planalto Serrano B, na Serra. Foi ainda em 2018 que ela começou como auxiliar e em seguida foi promovida a professora. “Gosto muito de trabalhar na área periférica, pois acho mais significativo o trabalho que desenvolvo aqui”, conta.

A vontade, dentro de sua casa, Eduarda exibe algumas de suas fantasias que usou nos desfiles anteriores. Se engana quem acha que é só isso que ela guarda em casa, a Rainha de Bateria coleciona todos os seus trajes carnavalescos, brincos e sapatos desde que começou. Nesse momento, Andrea e Eduarda relembram as melhores memórias do carnaval no sofá de casa. Como estão sempre juntas, as memórias também são compartilhadas. A mãe mostra orgulhosa a faixa de primeira princesa do carnaval da filha, que agora é a rainha de bateria.

Apesar de atualmente não morarem mais no bairro Consolação, onde fica localizada a quadra da escola de samba, ambas contam que cresceram no local. Por isso, os laços com a comunidade e com o samba são tão estreitos. Eduarda e Andrea relatam que antes da construção da quadra, os ensaios da escola ocorriam na rua em que elas moravam. Elas se orgulham de fazer parte da história do local.

Andrea Lima, mãe de Eduarda Lima, rainha da bateria, mostra com o orgulho a camisa estampada com a imagem da filha. A rainha-mãe e ritmista, não esconde o sorriso ao falar da admiração que tem pela escola e pelo título conquistado por Eduarda. “Os fundadores da escola eram meus vizinhos, então desde quando me entendo por gente tenho essa paixão pela Pega no Samba. Estive sempre ajudando em tudo que eu posso, desde a bateria até a fabricação de fantasias”, conta Andrea.

Eduarda Lima, Rainha de Bateria da escola Pega no Samba, sempre esboçando um grande sorriso, mostrando com muito orgulho sua fantasia e sua coroa. Eduarda iniciou na ala infantil com 8 anos de idade. Com o passar do tempo virou passista e depois se tornou primeira princesa, com isso Eduarda ganhou visibilidade na escola Pega no Samba e recebeu o convite da escola para ser Rainha de Bateria.

Eduarda Lima e a mãe, Andrea Lima, têm uma longa história com a GRES Pega no Samba. Tudo começou com Andrea levando a filha para os ensaios na ala mirim da escola na qual ela é ritmista há 25 anos. Com toda essa trajetória, Eduarda hoje é a Rainha de Bateria da agremiação. Muito apegada a Pega no Samba desde pequena, Eduarda ressalta o quanto o Carnaval é presente na vida dela. “Eu sempre tive muitas memórias, o Carnaval sempre esteve presente na minha vida por causa da minha família. Não existe Eduarda sem a Pega no Samba”, destaca.

As mãos entrelaçadas representam a união delas com o samba. Muito além da relação de mãe e filha, as duas são conectadas profundamente pelo Carnaval.

Todo o preparativo para o desfile de 2022 começou ainda em 2020. Ao longo de todo esse tempo, Eduarda iniciou preparação física, participou do ensaio técnico e da escolha da fantasia, desenhada pela carnavalesca Thaís de Sá. Tudo isso enquanto aguardava a chegada do tão sonhado Carnaval de 2022, no qual ela desfilou pela primeira vez como Rainha de Bateria, após dois anos, devido a pandemia.
*Texto por Kamily Rodrigues.
*As publicações do projeto “Tradições do Carnaval” são realizadas em conjunto com o portal Faesa Digital.
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