Será que querem engavetar nosso carnaval?

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Stanislaw Ponte Preta* ainda no século XXI mesmo depois de morto foi morto novamente, crucificado, guilhotinado e jogado na fogueira por conta do “Samba do Crioulo Doido”. Ai minha nossa senhora dos compositores porque você não iluminou o Sérgio Porto que era amigo do “Lalaw” a transformar essa letra no “Samba do Afrodescendente com Problemas Psiquiátricos”?

O que o povo não sabia era que esse samba foi feito justamente para criticar a imposição de uma ditadura que exigia/obrigava que as agremiações só fizessem sambas históricos referentes ao Brasil.

E a nossa Nega Maluca? Meu Deus! Em 1950 a própria me entra num boteco com uma criança no colo e diz em alto e bom som para o bofe que ali estava jogando sinuca: “Toma que o filho é teu”!! DNA naquela época só por conta da fisionomia mesmo. O que não deixou que os compositores Everaldo Rui e Fernando Lobo construíssem uma marchinha carnavalesca e que só veio fazer sucesso a partir dos anos 40 nas vozes das irmãs Batistas.

Hoje internaram nossa afrodescendente com distúrbios mentais na clinica dos (im)politicamente (in)corretos e a moça caricata não pode mais participar dos festejos de momo correndo o risco de fazer apologia ao racismo!

“Nega Maluca”
by Iamara Nascimento

Presenciei nas redes sociais e nas ruas algumas acusações e comentários que os “machos” que se caricaturam de mulheres no carnaval são homofóbicos e machistas. E no contratempo tem vereador da cidade do Mel querendo acabar com os blocos carnavalescos nos bairros. Como assim? Acabar com uma manifestação popular? O mínimo que os governantes deveriam fazer é dar suporte a tais movimentos.

E não para por aí. Algumas escolas de sambas além da luta em compor a alas das baianas por conta das igrejas, estão com dificuldades em realizar concurso de rainhas por conta que as sambistas das comunidades estão sendo orientadas que sambar, rebolar, requebrar, remexer as cadeiras é coisa de morro e se o fizerem não passarão de um pedaço de carne vendida no açougue. Oi? E quando chegam novos entrantes o discurso é que as comunidades estão sendo afastadas. Oi?

Defendo que o mundo do samba pertença a todos aqueles que amam e querem contribuir de alguma forma com sua escola de coração e não apenas aqueles que ocupam somente uma comunidade geográfica. Carnaval é para quem pode e não para quem quer, é para quem pode ajudar sua agremiação trabalhando, comprando fantasia de alas, é para quem pode ostentar um destaque de luxo, quem pode ter talento em ser mestre sala e porta bandeira, coreógrafo, ritmista, passistas, aderecista… Numa escola de samba existe espaço para todo mundo, basta você se adequar, o difícil é o controle do ego. Queremos ser reis ou rainhas por um dia, mesmo que seja nos festejos de carnaval.

Este ano a campioníssima e merecida Mocidade Unida da Glória (MUG) mostrou na avenida a irreverência que era comum nos anos 80 e 90. O carro do palácio do Planalto em forma de prisão causou muito disse me disse. Bingo para a escola e o carnavalesco Cid Carvalho que trouxe para a avenida a descontração em forma de acontecimentos que o país está passando no momento. Vivemos numa democracia.

Observamos que no Rio de Janeiro algumas escolas já não exigem que as baianas venham em fila, o que eu acho muito bom. É gostoso de ver o rodar das saias de maneira mais leves e descontraídas. Espero que a moda da comissão de frente com elementos cenográficos que atrapalham a visão do público não chegue às terras capixabas, mas isso é papo pra outra coluna!

E que os pseudos politicamente corretos não destruam a festa de momo que é milenar e com objetivo de trazer a pura alegria e felicidade de um povo. Pronto falei!

E VIVA SAMBA!

*Stanislaw Ponte Preta era o pseudônimo que o escritor e compositor Sergio Porto assinava na maioria de seus livros e composições.

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