A coruja faz 46 anos

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Bateria da Nação 2018 Foto Iamara Nascimento

Lembro eu ainda muito pequenina sendo levada por minha irmã Iracema para o ensaio do Bloco Unidos de Jucutuquara. O local não consigo descrever, mas o encantamento em ver a euforia daquelas pessoas ainda está em minha memória. A voz do Xavier, a batida do repique do mestre Ditão, a Porta Estandarte Marizão girando, girando… Soninha toda pura quando chamada ao meio para sambar era o ápice da história. Depois de muito tempo venho saber que o primeiro samba de enredo da agremiação foi de autoria de um primo chamado Everaldo Nascimento. A Jucutuquara assim como sua Madrinha Piedade tirou o tamanco para calçar sapato de primeira no carnaval de Vitória.

Saudosa D. Leda com o Tio Paulinho da Unidos da Piedade. Afinidade entre os Dragões e a Coruja sempre existiu. Foto Acervo Viva Samba

Algumas visitas com meus pais na casa do senhor Mauro Guimarães e o assunto era sempre o Bloco. Cheguei a adolescência e os ensaios eram no Morro com os mesmos atores. Lembro também de ver a pequena Andressa Leal rodopiando aquela mini bandeira, mas com muita elegância e nos seus olhinhos ja estava escrito: Eu sou uma grande Porta Bandeira.

O Bloco cresceu e virou escola de samba. Pessoas cada vez mais apaixonadas foram agregando e a agremiação ganhando força.

O ou A Jucutuquara não importa se a coruja está no  lado masculino ou feminino, mas desse ninho saíram dois chefes de alas que passaram pela presidência da escola e das Ligas. Um salve a Bernadeth Ladislau com dois campeonatos e ao Rogério Sarmento Polenta com quatro. Lembrando que precocemente o grito de campeã foi em 1990 na gestão do querido Luiz Fernando. Alô dona Marilene.

Ao centro Mestre Ditão. Um dos fundadores e apaixonado pela Nação até o seu ultimo minuto na passarela da vida. Foto: Acervo Viva Samba

Falar da Jucutuquara é como falar de uma família que me adotou. De amores que conquistei, de espaços que adquiri. Sair dos ensaios de madrugada e saborear um verdadeiro galo com polenta na casa do Tio Bido e Tania, era corriqueiro, quase uma obrigação. Sentir a Thalita Porta Bandeira mexendo no ventre da mãe. Andrezinho ainda uma criança. Rir bastante ao ouvir meu sobrinho Allyson Max, filho do meu então cunhado Joaka me apresentar a todos como a “nega do tio Niro”. A Betth Ruska sempre causando nos bastidores…  Bons tempos.

Tio Bido e Tania. Foto: Acervo Viva Samba

 

Toda escola tem seus problemas, suas mazelas, feudos. donos, filhos de donos, mas no final a paixão é a mesma. Existem sempre aqueles que fazem o trabalho sério, dedicado e com muito amor. E nesses quarenta e seis anos da Nação observo que podem até mudar os atores, mas a dedicação, cada grupo ao seu modo continua fazendo seu trabalho.

Jurados dedicados para escola do melhor samba de enredo 2011 Foto: Acervo Viva Samba

Ter amigos na Jucutuquara não é simplesmente ter amigos, é trocar informações, é aprendizado, é ter ajuda para melhorar nossa escola sempre que precisamos, é estar o ano inteiro se divertindo. É chorar junto por qualquer agremiação, é se emocionar, é estar na apuração sofrendo por sua escola e ser abraçada por uma coruja.

Edson Tadeu, Anclébio Junior , Arion Carlos e José Augusto. Enredistas consagrados e amigos Foto: Acervo Viva Samba

Parabéns Nação de Jucutuquara pelos quarenta e seis anos.  Pelos sete títulos conquistados e obrigada por abraçar essa simples amante do carnaval que tem suas raízes na Caverna do Dragão onde está escrito Unidos da Piedade.

” Quem é você quero saber. Me diz seu nome por favor…”

O mundo inteiro vai saber. É Jucutuquara que vem lá…”

Fabinho Nascimento não é fundador, mas apaixonado pela nação, assim como muitos. Foto: Acervo Viva Samba
Armando Chafik. Não é filho de fundador, mas também é apaixonado pela nação. Foto: Acervo Viva Samba

E VIVA SAMBA!

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